b_0_280_16777215_01_images_cartaz_autoindia.jpg

Celebrando o Dia da Marioneta e o Dia Mundial do Teatro, no próximo dia 31 de Março de 2019 pelas 17h, sobe à cena “Auto da Índia”, a 1.ª farsa do mestre Gil Vicente datada de 1509, no Momo – Museu do Circo em Foz de Arouce.

A Companhia Folia mescla nesta encenação de José Henrique Neto, o teatro e as marionetas, pois as figuras da Ama e da Criada são feitas por 2 matrafonas (homens vestidos de mulheres) que manipulam todo o elenco masculino que, neste caso são marionetas. A farsa é acompanhada de música ao vivo a cargo da guitarra de João Lima.

Maiores de 12 anos
Duração: 45 minutos
Encenação: José Henrique Neto
Elenco: Diogo Vaz Cavaleiro, João Lima e José Henrique Neto.
Preço: 3€
Lotação limitada. 


Sinopse/Nota de Encenação
Duas matrafonas enormes sobre andas manipulam literalmente as personagens masculinas, retratadas por marionetas.

Nesta primeira farsa portuguesa de 1509, justamente de leitura recomendada para o 9º ano, Gil Vicente satiriza a perturbação dos costumes e a sangria de homens válidos causadas pela miragem de enriquecimento fácil no Oriente. Sendo do teatro, em vez de se explicar, cria uma situação. Retrata uma mulher deixada pelo marido com casa posta e rédea solta nos três anos da torna-viagem à Índia. Esperta e viçosa, ajuda-se da sua criada para se divertir jogando entre amantes. Quando o marido regressa de uma viagem árdua e de pura perda, manobra-o com igual desenvoltura. Para Gil Vicente, tradicionalista, esta mulher em posição dominante epitomiza um novo «mundo às avessas». Ironicamente chama-lhe Constança.

Por outro lado, as sucessivas leis sumptuárias que tentaram refrear o gosto ruinoso pelo luxo e ostentação – alvo frequente da sátira vicentina – acabaram por regulamentar e definir, desde os tecidos às cores, o que uma pessoa podia vestir em conformidade com a sua classe social, profissão, sexo, etc.

O hábito fazia o monge!

É sobre estes aspectos que assenta a dramaturgia desta encenação, que, conjuga uma leitura fiel do texto com diversas técnicas de manipulação – dos robertos às marionetas de varão do tipo dos bonecos de Santo Aleixo – e com outros elementos bem enraizados na tradição como os gigantones, as matrafonas e a guitarra portuguesa, recuperando um espírito vicentino desempoeirado, audaz e divertido, capaz de cativar estudantes, eruditos e o público em geral. Estreado em Abril de 2018, já foi apresentado no Palácio Nacional de Sintra e no Festival Marionetas na Cidade de Alcobaça, tendo sido objecto também de um documentário na RTP África.

José Henrique Neto


Dupla delícia - O livro traz a vantagem de podermos estar só e ao mesmo tempo acompanhados (Mário Quintana)

Eventos

agosto 2019
Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Agrupamento de Escolas da Lousã

Um agrupamento aLer+