A Equipa Câmara Municipal da Lousã vai iniciar no mês de dezembro mais um projeto de promocão de leitura destinado às crianças do 1.º ciclo, mais especificamente aos alunos que frequentam o 1.º e 2.º ano deste ciclo de ensino, no âmbito do “Plano Intermunicipal de Prevenção do Abandono Escolar e Promoção do Sucesso Educativo da Região de Coimbra”, que está a ser dinamizado no Agrupamento de Escolas da Lousã em parceria com a Câmara Municipal da Lousã e a CIMRC – Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.

O projeto será desenvolvido durante todo o ano letivo e tem como principais objetivos o aumento do interesse pela fruição e prazer da leitura e pelos livros por parte das crianças e dos jovens do concelho, uma maior utilização da biblioteca como espaço de aprendizagem e o aumento da sensibilização e educação sobre diversos temas, complementada pelas atividades dinamizadas pela equipa.

"Dislexia, o Segredo do João" será o primeiro de sete livros trabalhados e conta-nos a história de um menino disléxico, tendo por base as experiências individuais de uma diversidade de crianças com dislexia, e insere-se nas comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Tendo como ideia base a sensibilização do público através de uma ação que fosse marcante e impactante, esta exposição patente na Biblioteca Municipal é um confronto com a realidade.

Utiliza os nomes reais de algumas das vítimas de violência doméstica dos últimos anos e, através de uma simulação com roupas pintadas de vermelho, simulando sangue, a campanha procura que a frieza dos números, dos nomes e dessas mesmas roupas "ensanguentadas" crie impacto nos seus visitantes e sensibilize para a necessidade de denúncia de qualquer sinal de violência.

A violência contra as mulheres e a violência doméstica são crime público e uma responsabilidade coletiva. Ligue 800 202 148.

O jogo “Memória de Opostos da Cidade Educadora” é uma das propostas da Rede de Cidades Educadoras que estará em breve disponível nas Bibliotecas, no âmbito da celebração do Dia Internacional das Cidades Educadoras, dia 30 de novembro.

Este jogo de cartas está dirigido aos cidadãos em geral (dos 6 aos 99 anos) para trabalhar de forma lúdica alguns valores e ações vinculados aos princípios da Carta das Cidades Educadoras (Carta das Cidades Educadoras disponível aqui).

O objetivo principal é incentivar à reflexão sobre que medidas e atuações poderíamos empreender individual e coletivamente para melhorar a qualidade de vida e fomentar uma boa convivência no município.

O jogo é constituído por 32 cartas e vem acompanhado do seu regulamento, incluindo uma descrição das cartas com perguntas sugestivas para fomentar o debate. Incluímos também uma versão para colorir, como alternativa de jogo.

Jogo disponível aqui: http://www.edcities.org/dia-internacional-pt-2019/juego-memory-de-opuestos-de-la-ciudad-educadora/

Concerto terá lugar no dia 25 de novembro, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal.

No âmbito da Semana da Igualdade e do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, no próximo dia 25 de novembro, pelas 21h30m, no auditório da Biblioteca Municipal Comendador Montenegro, terá lugar um Concerto comentado, denominado “Cruzamento & Enlaces”, pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica do Centro, acompanhado ao acordeão por Jorge Caeiro.

Este é um concerto com algum simbolismo dados os géneros musicais que se apresentarão, com uma forte componente associada à mulher, enquanto intérprete de excelência do fado e da morna ou ainda pela associação do tango, nos seus tempos iniciais, aos locais e ambientes onde nasceu.

Esta é uma abordagem “a partir de um trabalho de investigação de David Wyn Lloyd sobre as características diferenciadoras e das semelhanças entre estes géneros”.

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi um dos grandes nomes da poesia portuguesa do século XX. Destacou-se como a primeira mulher a receber o Prêmio Camões, em 1999.
Frequentou o curso de Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, porém acabou não concluindo. Em 1940, publicou seus primeiros versos em Cadernos de poesia. A partir de 1944, dedicou-se integralmente à literatura. Após o nascimento dos filhos, começou a escrever contos infantis. Além de literatura infantil, Sophia também escreveu contos, artigos, ensaios e traduziu obras para o francês e para o português. Em 1964, recebeu o grande prêmio de poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pela sua obra Livro Sexto (1962).
Teve atuação política como opositora do governo salazarista e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime. Foi fundadora da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos e eleita para a Assembléia Constituinte pelo Partido Socialista, em 1975.
O universo temático da autora é bastante rico, abrangendo a infância e a juventude (nos primeiros poemas), o tempo, as coisas, os seres, a religiosidade e a natureza, principalmente, o mar. Sua escrita é marcada pelo lirismo e por uma linguagem intimista. Também é possível perceber a influência da literatura clássica e a aproximação com a tradição grega.

Venha LER Sophia
Alguns títulos de Sophia - Biblioteca Municipal Comendador Montenegro
- A obra poética
- Contos exemplares
- Livro sexto
- Coral
- Obra poética II
- Antologia


Alguns poemas...

O MAR DOS MEUS OLHOS
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma


LIBERDADE
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.


MAR SONORO
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.


AS ROSAS
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.


PUDESSE EU
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!


MAR
I
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
II
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.

Inicial
O mar azul e branco e as luzidias
Pedras: O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.


POEMA AZUL
O mar beijando a areia
O céu e a lua cheia
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu
E a lua cheia
Que prateia os cabelos do meu bem
Que olha o mar beijando a areia
E uma estrelinha solta no céu
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu e a lua cheia
um beijo meu

Inscreva-se para a Ação de Rua “Bolinhos e Bolinhós”, dia 31 de outubro, entre as 21h e as 24h00 nas ruas da Lousã! Informações na Biblioteca Municipal Comendador Montenegro.

Programa:
- Acolhimento na Biblioteca Municipal Comendador Montenegro
- Atividade nas ruas:
▪ Café 31;
▪ Café Convívio;
▪ Pastelaria Musa;
▪ Café Botus;
▪ Café Beirão;
- regresso à Biblioteca

“PÃO POR DEUS”
Pensa-se que o “Pão por Deus” tem raízes num ritual pagão do séc. XV, que foi consolidado depois do terramoto de 1755. Nesse ano, no dia 1 de novembro, a população mais pobre de Lisboa terá aproveitado para bater às portas e poder, assim, matar a fome.

Esta tradição manteve-se, principalmente nas zonas rurais, tendo sofrido algumas alterações. Assim, o peditório passou a ser feito por um grupo de crianças que, em vez de pão, podem receber bolos, romãs e frutos secos (por exemplo, em Trás-os-Montes), doces ou guloseimas e, mais recentemente, até dinheiro (por exemplo, em Coimbra).

Segundo a tradição, é “obrigatório” cantarolar os seguintes versos:

“Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus.”

“Ó tia, dá Pão-por-Deus?
Se o não tem Dê-lho Deus!”

"Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós
Para dar aos finados
Qu'estão mortos, enterrados
À porta daquela cruz

Truz! Truz! Truz!
A senhora que está lá dentro
Assentada num banquinho
Faz favor de s'alevantar
P´ra vir dar um tostãozinho."

Quando se recebe algo, deve cantar-se:

"Esta casa cheira a broa
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho."

Quando não se recebe nada, deve cantar-se:

"Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto."

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Agrupamento de Escolas da Lousã

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